Edição 2020

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O Porto de Santana, no Amapá, tem localização estratégica para Brasil no que diz respeito ao transporte marítimo de cargas via Canal do Panamá. Atenta à necessidade de reforço nos investimentos de infraestrutura e capacitação de mão de obra, a organização do Norte Export escolheu a capital do estado, Macapá, para receber o fórum regional nos dias 06 e 07 de Julho na sede do SEBRAE – Macapá. O coordenador do Comitê Orientador do Norte Export é o prático Ricardo Falcão, Presidente eleito do Conselho Nacional de Praticagem. Ele é Vice-Presidente da International Maritime Pilots’ Association, Diretor para assuntos parlamentares da CONTTMAF e Árbitro Maritimo Internacional no Centro Brasileiro de Arbitragem Marítima (CBAM).

Entre os temas que deverão ser discutidos está a redução dos gargalos logísticos que prejudicam a produtividade dos portos do Arco Norte. Falcão disse considerar muito boas as perspectivas em curto e médio prazo. “Existe a licitação de uma área no Porto de Santana e, no lançamento do Norte Export, fizemos o anúncio de dois novos terminais privados. Estarão localizados em Anauerapucu, em Santana, logo depois do Rio Matapi”. Os empreendimentos poderão atrair cargas como milho e soja que hoje são exportados por Paranaguá e Santos devido à falta de infraestrutura no Arco Norte”.
Falcão tem uma ótima expectativa sobre o fórum, ressaltando fatos que podem motivar novos negócios: “Estão liberados dois empréstimos do Fundo de Marinha Mercante – nos valores de R$ 450 milhões e R$ 550 milhões cada um deles – destinados à construção de empurradores e barcaças que farão o transporte da carga de Miritituba, no Pará, até esses novos terminais, no Amapá. Com a conclusão da rodovia BR-163, a logística ficará bem otimizada, desde o Mato Grosso, polo produtor do agronegócio brasileiro”.

Outros atrativos para os investidores, além da proximidade natural com o Canal do Panamá, são as projeções de calado para a Barra Norte do Rio Amazonas, que já passou de 11,50 metros para 11,90 metros, e a nova rota por trás da Ilha de Santana, que, sendo confirmada pela Marinha, vai possibilitar a chegada de graneleiros ainda maiores. No caso do calado, é possível se chegar aos 12,5 metros num futuro próximo, o que representará 20% a mais de carga em relação a 2018″.

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