Investimentos em terminais portuários no Amapá abrem horizontes para novos negócios no Arco Norte

O Porto de Santana, no Amapá, tem localização estratégica para Brasil no que diz respeito ao transporte marítimo de cargas via Canal do Panamá. Atenta à necessidade de reforço nos investimentos de infraestrutura e capacitação de mão de obra, a organização do Norte Export escolheu a capital do estado, Macapá, para receber o fórum regional nos próximos dias 27 e 28 de abril. As atividades serão realizadas na sede regional do Sebrae, com coordenação do prático Ricardo Falcão, presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra).

Questionado pela Comunicação do Fórum Nacional do Brasil Export sobre suas expectativas para a redução dos gargalos logísticos que prejudicam a produtividade dos portos do Arco Norte, Falcão disse considerar muito boas as perspectivas em curto e médio prazo. “Existe a licitação de uma área no Porto de Santana e, no lançamento do Norte Export, fizemos o anúncio de dois novos terminais privados. Estarão localizados em Anauerapucu, em Santana, logo depois do Rio Matapi”. Os empreendimentos poderão atrair cargas como milho e soja que hoje são exportados por Paranaguá e Santos devido à falta de infraestrutura no Arco Norte. 

Falcão destaca também que estão liberados dois empréstimos do Fundo de Marinha Mercante – nos valores de R$ 450 milhões e R$ 550 milhões cada um deles – destinados à construção de empurradores e barcaças que farão o transporte da carga de Miritituba, no Pará, até esses novos terminais, no Amapá. Com a conclusão da rodovia BR-163, a logística ficará bem otimizada, desde o Mato Grosso, pólo produtor do agronegócio brasileiro. “Outros atrativos para os investidores, além da proximidade natural com o Canal do Panamá, são as projeções de calado para a Barra Norte do Rio Amazonas, que já passou de 11,50 metros para 11,90 metros, e a nova rota por trás da Ilha de Santana, que, sendo confirmada pela Marinha, vai possibilitar a chegada de graneleiros ainda maiores. No caso do calado, é possível se chegar aos 12,5 metros num futuro próximo, o que representará 20% a mais de carga em relação a 2018”.