O porto de Itaqui não foi afetado pelas medidas de lockdown

“Nosso maior desafio nessa crise é manter a qualidade de gestão, nossa principal proposta era manter a operação do porto com segurança e confiabilidade e estamos conseguindo”, disse Ted Lago, Presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, durante a videoconferência do Fórum Nacional Brasil Export/Nordeste Export realizada nesta tarde de sexta. O encontro foi coordenado por Fabrício Julião, CEO do Brasil Export, e contou com a participação de conselheiros e patrocinadores do evento.

Ted relatou as medidas que foram tomadas logo no início da crise, a dificuldade com o afastamento de funcionários e falou sobre a implantação do lockdown, revelando o porto vem operando normalmente e movimentando grãos, remessas de minerais, fertilizantes, combustível e celulose inclusive com números ampliados em relação ao ano passado. “A ideia é que o lockdow termine na segunda quinzena de maio com a abertura gradual da economia obedecendo as regras de saneamento e segurança. O cenário é grave, complexo, mas da nossa parte estamos fazendo o que é possível. Reforço meu compromisso para continuarmos operando dentro da normalidade e com segurança”.

Ele alerta para a situação que virá: “Vamos ter que conviver com essa realidade por um longo tempo e temos que nos adaptar. O importante é haver um alinhamento entre o Governo Federal e os governos estaduais e municipais. Enquanto tivermos esses caminhos divergentes será muito ruim e podem alongar a crise, que também depende do comportamento das pessoas.

Ted recomenda avaliar todo esse processo que estamos vivendo com muita reflexão: “Que a gente possa anotar todas as ações, os paradigmas que estão sendo quebrados, perceber a importância de todas as funções da linha de frente da operação portuária, prestar atenção em nossos colaboradores e nos preparar para o Pós-Covid com resiliência e buscar um modelo mais próximo ao que precisamos. Temos a certeza de que a nossa regulação precisa evoluir, não adianta modernizar os portos sem modernizar a forma como contratamos, preservar a operação portuária com mais agilidade e que a iniciativa privada posa participar e investir nos portos”.