Oportunidades para incremento da corrente comercial entre Brasil e UAE são destaques na abertura de missão em Dubai

por Bruno Merlin

Oportunidades voltadas para o crescimento da corrente comercial entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos foram detalhadas na reunião de boas-vindas à delegação empresarial brasileira a Dubai, realizada neste sábado, dia 13 de novembro. A comitiva organizada pelo Brasil Export esteve presente e conferiu atentamente os dados e informações apresentadas na ocasião pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar. Atualmente, o Brasil é somente o 23o. maior fornecedor ao país árabe, com participação de apenas 1% neste importante mercado, índice classifcado como “pífio” e “insignificante” pela liderança industrial.

As principais oportunidades de exportações brasileiras aos Emirados Árabes Unidos, segundo apresentação de Aguiar, residem no segmento de “moda, higiene pessoal e cosméticos”. Foram identificados 48 produtos com grande possibilidade de entrada no mercado local. Somados, eles poderiam incrementar em US$ 33 bilhões as exportações brasileiras à nação do Oriente Médio, em um setor que o Brasil, hoje, detém 1,4% de participação no total de compras realizadas.

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“Precisamos construir uma agenda de desenvolvimento industrial que privilegie o compartilhamento de nossa produção para aumentar a participação no importante mercado dos Emirados Árabes Unidos. É vergonhosa a nossa situação, ainda muito focada na exportação de produtos básicos e de commodities. Podemos nos tornar um importante player mundial de fornecimento, não só para o mundo árabe como para todo planeta”, observou Aguiar. A maior parte das importações dos Emirados é referente a “equipamentos e maquinários”, setor com o qual o Brasil contribui com mísero 0,08% das compras locais.

Fundamental hub logístico regional, os Emirados Árabes Unidos atuam como porta de entrada para exportações das demais nações do Oriente Médio, incluindo localização estratégica favorável e próxima a grandes mercados consumidores, como a Ásia e a Europa. Enquanto os índices dos últimos cinco anos apontam crescimento substancial do valor das exportações chinesas, indianas e norte-americanas ao país árabe, os números do Brasil estão estagnados. Os Emirados também contam com 45 zonas de livre comércio, que podem abrigar empresas com capital 100% brasileiro caso oportunidades de investimentos sejam detectados.