“As expectativas são altas”, afirma CEO do Porto do Açu em relação ao patrocínio do Sudeste Export

José Firmo diz que empresa se sente honrada em participar do evento; Porto do Açu fará apresentação no dia 19, primeiro dia do fórum regional, em São Paulo

Por CLAYTON FREITAS

Localizado em São João da Barra (RJ), o Porto do Açu iniciou suas operações há seis anos e já conta com 14 empresas instaladas em 130 km² de área. Pela sua localização estratégica, próximo às principais bacias offshore brasileiras, tem grande vocação para o segmento de óleo e gás. O porto conta com a expertise de portos parceiros de classe mundial, como Antuérpia, Houston e Guangzhou. É considerada a melhor infraestrutura portuária do país, resultado de R$ 13 bilhões de investimentos já executados. Para os próximos cinco anos, a projeção é de que R$ 16,5 milhões sejam investidos.

O Porto do Açu é um dos patrocinadores do Sudeste Export, que acontece entre os dias 19 e 20 de outubro, em São Paulo. As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas por intermédio deste endereço: http://bit.ly/InscriçõesSudesteExport

Em entrevista ao Brasil Export News, o CEO do Porto do Açu, José Firmo, fala da parceria com o Fórum, desafios e projetos para o Porto do Açu. Confira.

Qual é a importância para o Porto do Açu em participar das discussões do Fórum Brasil Export?

É uma honra para o Porto do Açu participar do Brasil Export, que reúne os principais líderes do setor portuário e de logística. Somos um porto totalmente privado e que em seis anos de operação já ocupa o terceiro lugar em movimentação de cargas no país, de acordo com Antaq. Um empreendimento moderno, sustentável e de padrão internacional. Temos grande potencial e infraestrutura preparada para diversas operações. Esperamos contribuir com as discussões que serão apresentadas no Fórum, estreitar ainda mais o relacionamento com clientes e apresentar o portfólio de serviços e soluções oferecido pelo Açu, que teve acréscimo de cargas movimentadas, neste ano, com cabotagem feeder e armazém coberto para fertilizantes e outros granéis sólidos, inserindo o Rio de Janeiro no cenário do agronegócio nacional.

Qual é a expectativa em relação à parceria?

As expectativas são altas e temos certeza de que serão correspondidas. Atuamos com flexibilidade e agilidade. Somos abertos a parcerias e temos todas as condições de oferecer soluções sob demanda para os clientes.

O time do Porto do Açu estará disponível não só para apresentar este que é o maior fértil ambiente de negócios do estado do Rio de Janeiro, mas também para contribuir com os debates sobre o cenário portuário no país.

Quais sãos os principais desafios enfrentados pelo Porto do Açu no mercado em que está inserido?

Enxergamos os desafios como oportunidades. Este ano, por exemplo, em um cenário totalmente adverso como a pandemia, mostramos a resiliência e a capacidade de trabalho do Porto do Açu. Como atividade essencial, conseguimos adotar todas as medidas necessárias para mitigar impactos e manter a continuidade das operações de forma segura e responsável. Batemos recordes de movimentação de petróleo e minério de ferro e fechamos contratos importantes: dobramos o volume de óleo exportado pela Petrobras no terminal operado pela Açu Petróleo; anunciamos a chegada da gigante chinesa SPIC na construção do parque termelétrico da GNA; ampliamos o portfólio do Terminal Multicargas; e, através do Açu, conseguimos incluir o estado do Rio no mercado de fertilizantes e na agroindústria brasileira.

Quais são as novas oportunidades oferecidas pelo Porto do Açu para novos negócios?

O destaque de 2020 é o início da movimentação de fertilizantes no Porto do Açu. Inserimos o Rio de Janeiro no mapa do agronegócio nacional. O estado era o único da costa do Rio Grande do Sul até a Bahia que não realizava este tipo de movimentação em navios granel. Para isso, o Terminal Multicargas (T-MULT) foi expandido e ganhou um armazém coberto. Apenas no primeiro ano de contrato, a expectativa é que 150 mil toneladas de fertilizantes sejam escoadas por este terminal, o que permitirá a conexão global com os produtores destes insumos, principalmente nos estados que não possuem acesso ao mar, como Minas Gerais ou naqueles em que os portos já estão saturados e com longa espera para o cliente.

Também iniciamos o transporte de contêineres via comboio marítimo do porto do Rio ao Porto do Açu. Em parceria com a Norsul, a cabotagem feeder tem saídas quinzenais nas duas pernas.

Outra novidade é o Aeródromo Norte Fluminense, em parceria com a Aeropart (responsável pelo aeroporto de Cabo Frio), que servirá para atender toda a indústria de O&G e acreditamos que será uma importante conexão aérea para otimizar uma operação-chave para o setor offshore: a logística de pessoal para as plataformas.